Banco Central: risco fiscal com aumento de gastos em ano eleitoral pode elevar inflação
Matéria publicada na edição desta quinta-feira (10/02), no jornal ‘O Globo’, reporta que autoridades monetárias alertam que, mesmo com políticas fiscais que tenham efeitos no preço em curto prazo, como as alterações na tributação de combustíveis, podem elevar a inflação. O alerta foi feito na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na terça-feira (08/02) pelo Banco Central (BC).
Na última reunião, o BC elevou a taxa Selic para 10,75% ao ano e indicou que continuará fazendo elevações, embora em ritmo mais lento e sem indicação da magnitude. A avaliação do Copom é de que há risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, em função das incertezas no cenário fiscal, o que exige uma política monetária mais contracionista.
A aposta do mercado é de hque 2022 feche com os juros em 11,75%, mas esse valor pode ultrapassar a barreira dos 12% ao longo do ano.