Sindifisco cria Comissão de Greve
O Fisco deu uma demonstração de que está firme na luta pela reestruturação da carreira e pela recomposição salarial. Hoje pela manhã, um grande número de associados atendeu ao chamado do Sindifisco e compareceu ao Centro de Convivência do Complexo Fazendário para discutir os rumos do movimento reivindicatório da categoria. No entanto, a reunião foi realizada no auditório da Secretaria da Fazenda, para onde os colegas se deslocaram por volta das 9h20.
Com o espaço de eventos lotado, o presidente do sindicato, Fabrício Augusto dos Passos, deu início à mobilização dos sindicalizados para as ações que têm o objetivo de sensibilizar o governo estadual a ouvir o pleito do Fisco. O dirigente sindical salientou que a secretária Ana Carla Abrão e o governador Marconi Perillo já receberam os ofícios nos quais a entidade comunica a adoção de formas de luta como a operação tartaruga e o auto-zero a partir de terça-feira, 1º de dezembro. Além disso, ele sugeriu a realização de uma assembleia no dia 5 de dezembro, próximo sábado, que pode resultar na deflagração de formas de luta mais incisivas para conquistar a reposição salarial e o novo plano de carreira. Também foi criada uma Comissão de Greve composta por Adalberto, Alexandre, Gerson Bosco, Paulo Sérgio dos Santos, Anderson Andrade, Josué e Cláudio Modesto.

O tom do discurso do presidente do Sindifisco foi bem mais enérgico do que vinha sendo adotado. Ele citou os pacotes de maldades que tramitam no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa de Goiás para retirar direitos dos servidores. Em seguida, Fabrício manifestou que é hora de a categoria mostrar sua indignação diante da falta de respostas da Secretaria da Fazenda frente às reivindicações apresentadas. Segundo ele, o Fisco fez a sua parte e trabalhou arduamente para que a arrecadação estadual não fosse afetada pela crise, fazendo com que Goiás fosse o único estado brasileiro a apresentar crescimento da receita. “O sentimento é de que fomos esquecidos. Fizemos a nossa parte. Quem nos deve é o Estado. Vamos buscar os que nos foi prometido e também o que nos foi negado”, argumentou.